Projetos – Gente que Inspira – Jovens – Conheça os homenageados – Conteúdo

 

AIRA BEATRIZ CARDOSO

tem 23 anos. Natural de Macapá (AP), desde a adolescência se dedica ao desenvolvimento de projetos de iniciaçao científica relacionados ao meio ambiente. Eles renderam à Aira premiações em eventos de ciência e tecnologia nacionais e internacionais. Entre eles, na Sérvia, em 2018, quando representou o Brasil na Conferência Internacional de Jovens Cientistas (ICYS).

É uma das fundadoras do Instituto Nacional Leva Ciência, que busca democratizar o acesso à ciência entre cianças e adolescentes. Mais de 8 mil alunos da rede pública de ensino já foram impactados pela iniciativa. Em 2021, a revista Forbes Brasil destacou Aira Beatriz entre os jovens de até 30 anos mais promissores do país, na categoria Terceiro Setor, em razão do trabalho no Instituto Leva Ciência.

Desde 2019 também é membro da Rede de Embaixadores da Juventude do UNODC – Escritório das Nações Sobre Grogas e Crimes.

 

FELIPE CAETANO DA SILVA

Nascida na Terra Indígena Araribóia, no estado do Maranhão, Sonia Bone de Sousa Silva Santos, conhecida como Sonia Guajajara, é indígena do Povo Guajajara/Tentehar.

É graduada em Letras e Enfermagem, fez pós-graduação em Educação Especial. Desde muito jovem é ativista defensora dos direitos indígenas e dos direitos socioambientais, o que a tornou internacionalmente conhecida. Em 2022, entrou para a lista das 100 pessoas mais influentes da revista Times.

Também tem contribuído para levar a pauta indígena para os espaços políticos e institucionais. No ano passado, foi eleita deputada federal pelo estado de São Paulo, quando se tornou a indígena com maior votação da história do Brasil.

Fez parte da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (Coapima), da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e atuou como coordenadora executiva da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil). Além disso, integrou o GT dos Povos Originários na transição de governo.

Em 2023, tornou-se a primeira mulher indígena a chefiar um ministério: o Ministério dos Povos Indígenas.

 

WALELASOETXEIGE SURUÍ – TXAI SURUÍ

Anna Brito da Rocha Acker nasceu na cidade do Rio de Janeiro. A desembargadora aposentada do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) é reconhecida por sua trajetória de luta pelos direitos sociais e pela Justiça do Trabalho.

Ingressou na Faculdade de Direito da UFMG na década de 1940. Formada, atuou como advogada até se tornar juíza substituta do TRT-1 em 1959, após ser aprovada em concurso público. Dez anos depois, foi promovida a juíza titular. Durante a Ditadura Militar, chegou a enfrentar uma tentativa de cassação por subversão, que acabou sendo arquivada.

Em 1988 que, por merecimento, tornou-se desembargadora do Regional.

Anna Acker ajudou a fundar a AMATRA1 e foi a primeira mulher a presidi-la. Também atuou pelo desmembramento da 1ª Região, dando origem à 17ª Região (ES), em 1989.

Mestre em Direito Público pela USP, participou de congressos e seminários no Brasil e no exterior, apresentando trabalhos de sua autoria.